terça-feira, 25 de novembro de 2008

Non Ecziste

Soube recentemente (minto, já soube há uma quantidade de tempo, mas ainda não tive paciência de discorrer sobre o assunto) que o Tony Carreira ia dar, digo, vender um concerto com a Popota. (Não sei se já aconteceu nem me importa.)
Ninguém nota aqui nada de estranho? Já nem me refiro ao facto de o Tony Carreira continuar a dar, digo, vender concertos. Mas… Com a Popota?
Vamos ver se esclarecemos aqui uma coisa… A Popota, cientificamente falando, não existe.
Cantar com a Popota não significa uma coisa muito diferente de jogar pingue-pongue com o Pato Donald. Até me parecia, aliás, mais compensatório. Não guardo dúvidas de que Tony Carreira conseguisse ganhar sem dificuldade uma partida de pingue-pongue ao Pato Donald, na medida em que o Pato Donald, por assim dizer, também não existe. Não é um vencedor provável na medida em que as coisas que não existem, regra geral, não têm, por exemplo, braços. Já cantar com a Popota é diferente. Gera-se um paradoxo. É impossível decidir qual dos dois canta melhor. Por um lado, a Popota não existe. O Tony Carreira, por outro lado, não canta. O que é pena. Se pela boca já se viu que não resulta, não se perdia nada em tentar por outro lado. Também não se ganhava grande coisa, suponho. Mas podia proporcionar algum entretenimento de qualidade, pelo menos.
Voltando ao dueto, não me perece que resulte. Se a Popota tem um problema de carácter existencial, Tony Carreira tem um problema de carácter. Anatómico. Desculpem. Um problema de carácter anatómico, em toda a região compreendida entre a membrana que separa o abdómen do tórax e que nos permite fazer entrar e sair ar do sistema respiratório, a que damos o nome de diafragma, e aquilo a que damos o nome de beiços e que serve para articularmos palavras com sons labiais e dento-labiais, para impedir que os alimentos caiam das nossas bocas, para assobiarmos, para namoriscarmos e para imitarmos o som dos automóveis.

Ai ai… Popota… Popota, Popota… Mas porquê? É que a Popota… Quer dizer…
O que é que a Ágata tinha de mal? Acho muito feio terem preferido a Popota por questões meramente físicas.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Flagelo com caroço

A Humanidade atravessou várias épocas, com mais ou menos dificuldades, com diversos flagelos, pragas, catástrofes, conflitos... Há diversos factores externos que variam de época para época. Contudo, há um flagelo que parece não querer deixar de trazer desgostos, incómodos e dissabores à espécie humana.
Falo, obviamente, de maçãs.


A maçã esta presente em diversos episódios trágicos:

Nos contos infantis, representam o papel de portadoras do veneno que, mais tarde ou mais cedo, acaba no sistema digestivo de belas donzelas incautas e ingénuas que nunca suspeitam (vá lá a gente imaginar) de velhas mulheres, de jeito ácido e tenebroso, cobertas de andrajos negros e portadoras de incríveis verrugas pilosas no sempre longo apêndice nasal. Vide "Branca de Neve".

No campo da ciência, por exemplo, as maçãs tinham o péssimo hábito de importunar Isaac Newton, um dos maiores génios científicos de que a humanidade tem memória. Tudo bem que, à conta de lhe caírem maçãs na cabeça, Sir Isaac Newton desenvolveu importantes descobertas nos campos da física e da astronomia, como é exemplo a Lei da Gravitação Universal. Mas não deixa de ser incómodo, com a breca!

Mesmo na actualidade se sucedem inúmeros episódios fatídicos em torno de maçãs. Aqui em baixo, por exemplo, há um senhor que tem uma filha casada com um indivíduo que trabalha no café onde o Chico conheceu a mulher dele, uma senhora de Alcoitão que era modista e que chegou a fazer o vestido de casamento de uma prima de um colega do enteado de um tio-avô meu que morava em Ranholas, onde travou conhecimento com a Adelina, a mulher do homem do talho que tinha vivido em Lamego por alturas da década de noventa numa casa que era paredes meias com os Silvas, que tinham um sobrinho muito entendido em computadores, um jovem moderno e esclarecido que, num belo dia, não obstante a sua vivacidade e perspicácia, engasgou-se ao comer uma maçã.
Ao que parece, estava sozinho em casa. A fome apertou. Saiu ao quintal e colheu, de forma aparentemente inóqua, a mais bela e madura das maçãs que encontrou. Trincou-a com voracidade e o grande pedaço que de imediato se desprendeu escorregou da sua boca para o esófago, ficou entalado, o sujeito perdeu o ar, ficou roxinho que nem uma ameixa e finou-se, o coitado. O próprio médico legista comentou que "esta não foi, seguramente, a primeira vez que alguém faleceu trespassado pela quilha de um galeão espanhol do século XVII", mas como o Doutor estava visivelmente embriagado, nem ligámos nenhuma.

Esta lista de exemplos, não se desse o caso de eu ter de ir dar um saltinho ao retail park, poderia ser verdadeiramente interminável. Isto não se dando o caso de eu eventualmente acabar por morrer como as outras pessoas, vendo-me assim forçado a, mais cedo ou mais tarde, parar, por força das circunstâncias, de enumerar tão interessantes relatos.
Por essa razão, finalizo com a curta história de um homem que, ao que parece, viveu há cerca de 200000 anos e que, por questões místicas que não vêm ao caso, tinha uma costela a menos. Um belo dia, por via de uma história atabalhoada que envolve uma serpente e uma gaja nua, este homem deu uma trinca na maçã e, à pala disso, eu agora tenho de viver no Pendão.
Além disso, andam por aí muito menos gajas nuas, percentualmente falando.

Cabe-nos a nós, cidadãos responsáveis, lutar no sentido de exterminar, até à mais ínfima semente, este vil pseudofruto. É isto que me leva a perguntar...



E tu? Já comeste fruta hoje?

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Palavras para quê?

Este carro está estacionado no meu trabalho, num dos lugares reservados aos "bosses".



terça-feira, 4 de novembro de 2008

Obama Vs McCain

Decorre hoje a eleição que decidirá aquele a que os órgãos de comunicação social se habituaram a chamar "O Homem Mais Poderoso do Mundo". (O que, por um lado, é um ponto a favor da laicização e, por outro, é parvo. Toda a gente sabe que é o Incrível Hulk.)
Para aqueles que ainda não têm uma opinião formada, um conselho: Comam mais peixe e outros alimentos ricos em fósforo e menos carnes vermelhas.
Deixo, no entanto, pequenas informações que recolhi na Visão e que me parecem úteis para esclarecer qual dos dois candidatos apresenta maior maturidade e, não querendo entrar aqui em linguagem muito técnica, mais massa entre as orelhas.


Barack Hussein Obama II (BHO) é advogado. John Sidney McCain III (JSM) é piloto da Marinha, veterano de guerra do Vietname.

BHO tem 47 anos (pelo que nada indica que as condições de saude o impeçam de cumprir o mandato) e nasceu no Havai. JSM tem 72 anos e nasceu na Base Naval de Coco Solo.

Os pai (Queniano) e a mãe (estadunidense, natural do Kansas) de BHO conheceram-se numa aula de Russo, na Universidade do Havai. Os pais de JSM casaram num bar em Tijuana, México.

BHO tem uma casa avaliada em 1,1 milhões de euros e conduz um SUV híbrido. JSM tem 8 propriedades avaliadas em mais de 10,8 milhões de euros e treze carros, dos quais apenas o Cadillac CTS está em seu nome.

No que respeita a recordes, a concretizar-se a eleição de BHO, este tornar-se-à o primeiro presidente afro-americano. Por outro lado, JSM será o mais velho. (Recordam-se daquele ponto à cerca de concluir o mandato? Acrescentem um parentesis sobre lucidez versus senilidade.)

No que respeita a cinema, BHO destaca Casablanca, O Padrinho, Lawrence da Arábia e Voando Sobre um Ninho de Cucos. JSM escolhe Casablanca (nisto estão de acordo), Viva Zapata, It's a mad, mad, mad world e Mamma Mia. (Não confio num filme que repita 3 vezes seguidas a palavra mad no título.)

Música: BHO escolhe temas de Bruce Springsteen, Rolling Stones, Kanye West e Frank Sinatra. JSM prefere Abba, Beach Boys, Louis Armstrong e Frank Sinatra. (Novamente de acordo. Mas sendo os dois americanos, até pareceria estranho não falarem no Casablanca e no Sinatra.)

Quanto a Hobbies, BHO gosta de escrever, de jogar basquetebol e de brincar com as filhas. JSM prefere caminhar, pescar, jogar basebol. Gosta também de boxe e de história.



É impressão minha ou um campónio militarista e conservador com evidente fascínio por Walker, o Ranger do Texas é tudo aquilo de que os americanos estão fartos de ter no poder?

Para aqueles, no entanto, que acham que aos estados unidos falta um pouco mais de governação à esquerda, surge a seguinte curiosidade: Ambos os candidatos são canhotos. No que toca a
governar à esquerda, isto é, seguramente, o máximo que se pode conseguir nos EUA.

Para finalizar e caso restem dúvidas sobre quem aparenta ser o candidato mais equilibrado, deixo-vos um alegre trio de imagens para que, assim espero, possam reflectir um pouco mais.


Não são montagem. Foram publicadas em diversos nomes da imprensa, a nível internacional.